Dia Mundial sem Carro – Manifesto Global ūüö≤

(22 de Setembro) O Dia Mundial sem Carro incentiva os motoristas a uma reflexão sobre a dependência e o uso excessivo do automóvel. A proposta é que eles experimentem, ao menos um dia do calendário, formas alternativas de mobilidade. Este 22 de setembro será um sábado e por toda cidade de São Paulo estão previstas atividades para aproveitar o dia ao ar livre.

Desafio Aguaboa: ser√° que voc√™ consegue deixar seu carro na garagem em algum dia (√ļtil) de setembro?
Leia um trecho do Manifesto Global da World Carfree Network e aceite o desafio!¬†ūüėȬ†#CadaUmConta

 

Manifesto Global da World Carfree Network¬†ūüö≤

A depend√™ncia do autom√≥vel est√° nos conduzindo a dissemina√ß√£o global de um estilo de vida ambientalmente e socialmente destrutivo. Em 1950, o mundo tinha 50 milh√Ķes de carros, caminh√Ķes e √īnibus. Em 1994, havia nove vezes esse n√ļmero, ou 630 milh√Ķes – que desde 1970 tem crescido a taxa de 16 milh√Ķes de ve√≠culos por ano. Se esse crescimento continuar, no ano 2025 haver√° facilmente mais de 1 bilh√£o de ve√≠culos motorizados nas estradas do mundo. Eles consomem 37 milh√Ķes de barris de √≥leo por dia – metade do consumo mundial de petr√≥leo. Eles s√£o respons√°veis por aproximadamente metade da polui√ß√£o do ar e pelo menos um ter√ßo das emiss√Ķes que causam o efeito estufa.

Adicionando √† trag√©dia, onde carros se tornaram uma das principais causas de acidentes e mortes em praticamente qualquer na√ß√£o, autom√≥veis d√£o forma e distorcem o ambiente urbano. Eles substituem comunidades agrad√°veis, simp√°ticas, adequadas √† escala humana por ambientes cheios, de baixa densidade, desenhados para chegar em algum outro lugar o mais r√°pido poss√≠vel. Com ruas largas devotadas ao tr√Ęnsito de carros e mares vastos de asfalto devotados ao estacionamento, nossos locais de destinos s√£o posicionados cada vez mais longe do nosso alcance a p√©. Espa√ßo para intera√ß√£o social e interc√Ęmbio cultural √© dilu√≠do e disperso, inibindo os contatos sociais informais que agregam as sociedades. A vida √© empurrada para dentro das constru√ß√Ķes, separada e compartimentalizada.

A depend√™ncia de nossa sociedade em uma tecnologia cara e injusta – o meio de transporte que mais necessita de recursos j√° inventado – expandiu a ponto de alcan√ßar um monop√≥lio radical em boa parte do mundo industrializado. Este sistema autom√≥vel-estrada-petr√≥leo nega mobilidade gratuita para pessoas desfavorecidas. Transporte p√ļblico, bicicleta e infra-estrutura para pedestres √© relegada ao segundo plano. Nossa sa√ļde f√≠sica e emocional sofre e nosso volume de atividades f√≠sicas despenca, contribuindo para uma epidemia global de obesidade. Ao acomodar o carro a qualquer custo, nossa sociedade cria um deserto urbano que substitui o senso de pertencimento e o senso de comunidade com isolamento e aliena√ß√£o.

Seguindo princípios ecológicos e sócio-inclusivos, nós podemos construir ambientes em escala humana que sejam excitantes, bonitos e harmoniosos. Criando habitats humanos orientados aos pedestres e amigáveis a bicicleta, nós podemos reintroduzir uma atividade física rotineira no cotidiano das pessoas. Podemos tornar os locais mais acessíveis às crianças, aos idosos, aos pobres e aos portadores de necessidades especiais. Podemos transformar cidades e municípios existentes em lugares mais agradáveis de viver e trabalhar, com uma densidade saudável e uma mistura de casas, lojas, negócios e cultura. Nós podemos, de uma só vez, minimizar nossa pegada ecológica através da redução significativa de nossa contribuição à dependência do petróleo e mudança climática.

Repense e mude seus hábitos, é a hora! E para os pais, orientem as crianças desde pequenas na escolha de uma vida mais consciente, saudável e amiga do meio que vivemos. Não se esqueça que para vivermos, é necessário que a Natureza também viva. 

 

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