Natal – A verdadeira história

Natal – O Natal é uma das principais datas comemorativas do calendário ocidental e é marcado por festas na virada do dia 24 para o dia 25 de dezembro. Na cultura cristã, a festa relembra o nascimento de Jesus Cristo em Belém, na atual Cisjordânia. Em alguns locais, as comemorações do Natal estão cada vez mais secularizadas, isto é, estão perdendo o sentido cristão originário e transformando-se em uma celebração à fraternidade e à união entre as pessoas.

As origens do Natal, no entanto, segundo a teoria mais aceita entre os historiadores, fazem menção a comemorações de origem pagã que estavam relacionadas com o solstício de inverno. No período do Império Romano, por exemplo, tais estavam relacionadas com a adoração do Sol Invicto, que foi posteriormente substituída pelo culto a Mitra. A data foi apropriada pelos primeiros cristãos e utilizada para celebrar o nascimento de Cristo.

Origem do Natal

É difícil estabelecer com precisão as origens do Natal em razão da falta de fontes documentais que façam a comprovação. Apesar dessas dificuldades, os estudos realizados por historiadores e arqueólogos ajudam-nos a ter uma ideia a respeito das origens históricas dessa comemoração. A palavra Natal tem origem no idioma latino e faz referência à palavra “natalis”, que significa nascer.

A teoria mais aceita atualmente é que o Natal, enquanto comemoração cristã, teve origem em festas pagãs que existiam em meados de dezembro nos tempos do Império Romano. As tradições pagãs que realizavam celebrações durante o final de dezembro tinham relação direta com o solstício de inverno (no caso do hemisfério norte).

Quem inventou o Natal?

Comemoração do Natal enquanto festa cristã surgiu em algum momento entre o século II d.C. e IV d.C. A teoria mais aceita é a de que a celebração foi estipulada nessa data como um mecanismo para garantir mais fiéis ao cristianismo. Além disso, a escolha da data ocorreu porque os cristãos não sabiam exatamente a data do nascimento de Cristo.

Isso é comprovado pelo fato de haver uma evidência de 200 d.C. em que Clemente de Alexandria debatia a respeito do dia do nascimento de Cristo. Nos escritos de Clemente de Alexandria, fazia-se menção a diversas datas debatidas como a data em que Cristo havia nascido e nenhuma das citadas era 25 de dezembro.

O interesse pela data do nascimento de Cristo só ganhou força no “mundo romano” por volta do final do século II d.C. A primeira menção a 25 de dezembro como data do nascimento de Cristo ocorreu em 354 d.C. com a publicação do Cronógrafo de 354, um calendário ilustrado produzido pelo calígrafo Fúrio Filócalo.

Essa menção ao nascimento de Cristo em 25 de dezembro por Fúrio Filócalo muito provavelmente foi influenciada por uma decisão de Júlio I, papa da Igreja Católica entre 337 d.C. E 352 d.C. Segundo alguns historiadores, foi durante o pontificado de Júlio I que foi oficializado o dia 25 de dezembro como celebração do Natal, o nascimento de Cristo.

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